28 de fevereiro de 2014

Programações das Bibliotecas: Março - Parte I

Biblioteca Hans Christian Andersen - Temática em Contos de Fadas


Olá, voltei para compartilhar com vocês as programações das bibliotecas de São Paulo para o mês de março. Essa é a primeira parte porque o terceiro mês do ano está repleto de atividades, encontros... 


Parece legal...

Oficina É um livro…? Relendo o livro como objeto
Com Camila Feltre, arte educadora, mestranda em Arte Educação no Instituto de Artes da UNESP.

Durante a oficina será investigado o mistério que rondam os livros. Alguns jogos, brincadeiras e uma leitura coletiva podem ser nossos aliados. Cada participante poderá contribuir criando um livro e compartilhando suas descobertas. +5
30 vagas.
Dia 15 de março às 10h – Ponto de Leitura Jd. Lapenna
Dia 26 de março às 10h – Biblioteca Paulo Duarte

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Gostaria, mas não poderei ir :(

Baú da Ruth
Com Raquel da Silva Vianna de Andrade, Sonia Almeida da Costa e Maria Francisca da Silva Nieto.

Contação de histórias e exploração dos livros do escritor do mês para crianças. A escolhida para o mês de março foi Ruth Rocha.
Dia 11, 18 e 25 de março às 14h – Biblioteca Gilberto Freyre 

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Leitura e Literatura - Leitura com mediação, clubes de leitores e rodas de leitura

Se conseguir ler o livro, irei :D 

Clube de Leitura Biblioteca Infantojuvenil Infantojuvenil Monteiro Lobato
Coordenação de João Luiz Marques. Discussão sobre o livro Os Malaquias, de Andréa del Fuego, previamente selecionado. A leitura antecipada é obrigatória. 

Dia 14 de março às 19h – Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato
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Manifestações culturais do Coletivo Poesia Maloqueirista e do Coletivo Periferia, nossa Faixa de Gaza em comemoração ao dia nacional e internacional da poesia.
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Programação que destaco...

Palestras nas bibliotecas

Programação de março de 2014
Carolina Maria de Jesus

Prazer em (re)conhecer, sou Carolina!
Em 14 de março de 2014, completa-se o centenário do nascimento de Carolina Maria de Jesus, autora do famoso livro Quarto de Despejo (1960). Para comemorar este momento, o Proj. Editorial Ciclo Contínuo organizou um conjunto de ações artístico-culturais com a intenção não somente de homenagear, mas oferecer ao público a oportunidade de entrar em contato com a história e produção intelectual dessa importante referência da literatura feminina e periférica. 
A celebração acontece na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, Temática de Poesia, com um festejo solene, onde será prestada homenagem à família de Carolina de Jesus, em nome de Vera Eunice de Jesus Lima - filha da escritora - além de debates, performance musical com DJ e teatro.

Dia 22 de março

     Às 19h – Abertura
     Com a Mestre de Cerimônia: Lúcia H. – Produtora Cultural - Luxo para Todos.

     Às 19h30 - Mesa: Prazer em (re)conhecer, sou Carolina!
     Com o escritor e jornalista Oswaldo de Camargo, a socióloga e pesquisadora da vida e obra de Carolina, Flávia Rios e a professora e filha de Carolina Maria de Jesus, Vera Eunice Lima de Jesus. 
     Mediação: Marciano Ventura, coordenador do Porjeto Ciclo Contínuo e Ano Centenário Carolina Maria de Jesus.

     Às 20h30 – Apresentação Pocket da peça Ensaio sobre Carolina.
     Com a Cia. de Teatro Os Crespos

     Às 21h – Festa de aniversário: Carolina na boca do povo!
     Com a DJ Evelin Cristina

O papel do Contador de Histórias e o retorno da alma ao mundo
Com Eliana Atihé
Certas práticas ancestrais, inspiradoras do que há de melhor em nossa natureza, vêm atuando, ao longo dos milênios, para tornar-nos mais receptivos ao outro, mais atentos para o mundo, mais sensíveis e resilientes. A experiência com a narrativa oral, vivida em grupo, é, se não a mais antiga, certamente a mais duradoura e significativa instância de formação de nossa vida interior. O retorno do contador de histórias a um mundo hipertecnológico e desumanizado acena para a reconexão com valores e condutas que apelam a nossa essência humana mais profunda, da vida compartilhada e tocada pelo significado.
Dia 15 de março às 14h – Biblioteca Hans Christian Andersen 

Debate: Mulheres e Histórias em Quadrinhos
As autoras Beatriz Lopes, Lovelove6, Sirlanney se encontram para conversar sobre as dinâmicas que envolvem a produção e consumo de quadrinhos independentes por mulheres, a partir de suas experiências como autoras, organizadoras e leitoras de HQ. As especificidades vivenciadas e as convergências e divergências pelas autoras de quadrinhos são temas para o debate, além das estratégias de autopublicação e estímulos de produção a partir de suas experiências pessoais.
Dia 15 de março às 14h – Biblioteca Rubens Borba Alves de Moraes 
Dia 16 de março às 14h – Biblioteca Viriato Corrêa 


Palestra: A Natureza, Nós e o Paciente
Com Paulo Fellegger
Na saúde, enquanto não houver mudança no pensar, sentir e agir, jamais ocorrerá a cura definitiva. A Natureza não pune, apenas educa e recicla, e a renovação é constante e intermitente. É a lei de causa e efeito.


Ana Luíza Lacombe


Palestra: Origem das histórias e suas classificações: como analisar e roteirizar uma história
Com Ana Luísa Lacombe
Nesta palestra os alunos tomarão contato com universo das histórias: mitos, fábulas, contos de fadas, lendas. Um breve panorama de onde elas surgiram e como foram se disseminando pelo mundo. Uma breve explanação sobre o estudo da estrutura narrativa fazendo pontes com estruturas arquetípicas.
Dia 29 de março às 9h – Biblioteca Hans Christian Andersen


QUERO IR EM TODAS ESSAS PALESTRAS!!! 
Principalmente nas palestras sobre Carolina Maria de Jesus, " Origem das histórias e suas classificações: como analisar e roteirizar uma história" e "Mulheres e Histórias em Quadrinhos"
:)

26 de fevereiro de 2014

Na Prisão por Kazuichi Hanawa

Título: Na Prisão
Autor: Kazuichi Hanawa
Tradução de:
ISBN: 857616129X
Editora: Conrad
Ano: 2005
Páginas: 248



Na Prisão nada mais é do que o relato autobiográfico de Kazuichi Hanawa, preso por porte ilegal de armas em 1994. O seu fascínio lhe rendeu 3 anos preso em regime fechado.

Após conseguir liberdade condicional por bom comportamento, começou a colocar no papel o que "lembrava do ambiente e da rotina que viveu na penitenciária". 

Os ambientes da prisão e o seu dia-a-dia são capturados por um traço que me deixou muito impressionada.  
São momentos como quando permaneceu numa cela sozinho - quando a saudade dos cigarros apertou e o isolamento o fez pensar, pensar, pensar muito à rotina compartilhada com seus companheiros de cela após ser transferido: desde as refeições oferecidas em um complexo sistema de cardápios aos banhos cronometrados, passando pelos regulamentos: como se vestir, como andar, o que não deve ser feito, como seus pertences devem ser organizados de maneira a evitar punições.
Além de, em alguns capítulos, colocar outros presos como o centro. Num local em que o individual é suprimido pelo coletivo conhecer uma pessoa, seu nome e características pessoais, aquele que se alimenta falando, o outro que come em segundos e aquele ali que mastiga com a boca aberta me relembrou de que: o mangá revela nada mais do que "dificuldade em se manter a identidade em um ambiente no qual cada aspecto mínimo da sua existência é medido e controlado" e que cada atividade trivial executada por aqueles homens os distanciam dos homens que eram fora dali: as regras que controlam seu tempo, as revistas que podem ler existem para despersonificar o sujeito e moldá-lo aos valores que a sociedade japonesa exige de seus cidadãos.
Então, não é de se surpreender que a sensação mais comum entre eles seja a de culpa, de ser "um fardo para sociedade" e que eles estão arrependidos por seus crimes e que a lição foi aprendida direitinho. 
Porém, esse não é um sentimento que notei em todos os companheiros de cárcere, as perspectivas de futuro para alguns não existem: o que farão após serem libertados? Então, a aproximação da liberdade para alguns não é um alívio e sim um tormento. Ficar dentro da prisão é mais fácil... Seguir as regras, os horários e gritar "Por favor!!!" para pedir permissão para executar qualquer movimento é, como já disse, bem mais fácil. 

Afasto de mim qualquer julgamento de valor (bom, mas já fiz alguns, né? E que isso nunca mais se repita, dona Maura!) porque, pra falar a verdade, acho que a intenção de Kazuichi não foi, ou foi?, a de levantar essa discussão e sim, mostrar sua calma rotina em que pequenas alterações de cronograma, como "quando o banho é transferido da manhã para a tarde por um único dia, o mero posicionamento diferente do Sol torna o evento uma experiência completamente diferente e marcante." 


Lido para o mês de fevereiro do Desafio O Mundo: 12 Livros, 12 Receitas

Já tenho uma ideia do prato típico japonês que preparei para esse mês e para janeiro também quando li dois livros do Benedetti e decidi que o Uruguai seria o primeiro país dessa volta ao mundo por receitas e histórias.

Beijos!

25 de fevereiro de 2014

Semanas entre 27/01 e 23/02: Esquecidas, mas não perdidas...

As últimas semanas foram esquecidas por mim, mas não perdidas - se mostraram para leituras até bem produtivas.


Leituras de 27 de janeiro a 02 de fevereiro:

Mamãe, por que os dinossauros não vão à escola?, de Quentin Gréban: outra fofura ilustrada e escrita, dessa vez, por Q. Gréban
Eu, Crocodilo, de Fred Marcellino: como eu adorei esse livrinho, meu crocodilo preferido *.*
Era uma vez um conto, de Moacyr Scliar, José Paulo Paes, Milton Hatoum, Marcelo Coelho, Drauzio Varella: gostei principalmente do conto do Scliar e Drauzio.
Marcelino Pedregulho, de Sempé: MARCELINO É AMOR!!!!, em caixa alta e com muitas exclamações!
Quadrinho: D. João Carioca - A corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821), de Lilia Moritz Schwarcz e Spacca, achei legal :D
Mangá: Na Prisão, de Kazuichi Hanawa - li para o desafio O mundo: 12 livros, 12 receitas! e vou preparar um prato japonês, em breve!!!

... de 03 a 09 de fevereiro:
Os Grandes Enigmas de Martin Mystère #2: Um vampiro em Nova York, de A. Castelli e G. Alessandrini: Aí eu descubro que aquele desenho que assistia na adolescência fora baseado num quadrinho... Aí li o segundo volume de Martin Mystère e achei muito legal. Sim, quero ler os outros ;)
O triste fim do pequeno menino ostra e outras histórias, Tim Burton - poeminhas tão fofos e macabros;
Assim Assado, Eva Furnari: Engraçadinho ^^
O traço e a traça, de Roseana Murray com ilustrações de Elma: QUE LIVRO LINDO! Desde as ilustrações ao texto da adorada Roseana;
As margens da alegria, de João Guimarães Rosa: segundo conto que leio dele: gostei bastante desse, porém, Fita Verde no Cabelo (Nova Velha História) que redescobri ontem (24/02) se tornou meu preferido :)

... de 10 a 16 de fevereiro:
No dia quinze, li o conto natalino Fui uma boa menina?, achei a ideia boa - quem é a menina, sua família, mas a personagem é superficial e se a intenção da autora foi nos emocionar  com sua personagem que desabafa às vésperas do Natal: comigo ela não conseguiu isso, já que vi pessoas que amaram o conto.
E comecei nessa semana O amante, de Marguerite Duras que "Me ganhou nas primeiras páginas..." :)

e da última semana: 17 a 23 de fevereiro:
Li outro conto natalino, A caixinha mágica de Luiza Trigo, ao contrário do da semana passada, o achei muito legal, se tivesse um livro com essa personagem, com certeza, eu leria :)
E comecei Pinóquio para o mês dos clássicos do Desafio Literário Skoob :)

E também assisti a alguns filmes:
O Som e a Fúria que também pode ser chamado de "O meu filme preferido do ano!". 
Azul é a cor mais quente, gostei mas tenho a impressão de que a história em quadrinhos em que o filme livremente se baseou me agradará mais.
A companhia dos lobos, que filme legal! :D


Algumas postagens desse período que acho que merecem destaque:


Um bom resto de fevereiro!!! 
Beijos!

21 de fevereiro de 2014

Estou lendo "O Amante"

... e esses são os meus trechos preferidos, até o momento. 


"Muito cedo foi tarde demais em minha vida. Aos dezoito anos já era tarde demais. Entre os dezoito e os vinte e cinco anos, meu rosto tomou um rumo inesperado. Aos dezoito envelheci. Não sei se isto acontece com todo mundo, nunca perguntei. Acho que me falaram dessa arremetida do tempo que às vezes nos atinge quando atravessamos as idades mais jovens, as mais celebradas da vida." 
Página 7

"É no curso dessa viagem que a imagem teria sido destacada, subtraída ao conjunto. Poderia ter existido, poderiam ter tirado uma foto, como qualquer outra, em outro lugar, em outras circunstâncias. Mas não tiraram. O objeto era miúdo demais para tanto. Quem iria pensar nisso? Ela só poderia ter sido tirada se fosse possível prever a importância daquele acontecimento em minha vida, aquela travessia do rio. Ora, enquanto esta ocorria, até mesmo sua existência era ainda ignorada. Só Deus a conhecia. É por isso que essa imagem, e não podia ser de outra forma, não existe. Foi omitida. Foi esquecida. Não foi destacada, subtraída ao conjunto. É a essa falta de ter sido registrada que ela deve sua virtude, a de representar um absoluto, de ser justamente a sua aurora."
Páginas 12 e 13


Estou gostando do livro, encontro-me na página 60 e não pretendo acelerar-me nessa leitura, estou me deixando ser conduzida lentamente nessa travessia de balsa. Indo e voltando no tempo... 

DURAS, Marguerite. O amante. São Paulo: Cosac Naify, 2012. 112 páginas. Tradução de Denise Bottmann e posfácio de Leyla Perrone-Moisés.

18 de fevereiro de 2014

Algumas palavrinhas sobre... Horror em Amityville de Jay Anson

Se o intuito do livro assinado pelo jornalista Jay Anson é causar terror em seu leitor... Comigo ele cumpriu direitinho seu papel!

"Em 13 de novembro de 1974 a polícia do condado de Sufolk recebeu uma chamada telefônica que a levou ao endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island. Dentro da casa a polícia encontrou um crime brutal: o assassinato de uma família inteira enquanto dormia. Poucos dias depois, Ronald Defeo Jr. admitiu que usou um rifle para matar os pais e seus 4 irmãos, alegando ter ouvido vozes que vinham de dentro da casa e que o influenciaram a cometer os crimes. 
Um ano depois George e Kathy se mudam com os filhos para a antiga casa dos Defeo. Não demora muito para que estranhos eventos comecem a acontecer, afetando a vida da família e indicando que uma presença maligna está oculta na casa."


Eu terminei o livro "Horror em Amityville" aliviada. 
O livro me causara tanto medo que finalizei sua leitura feliz, porque gostei e... Ufa, ufa, ufa, não voltaria para aquele cenário que me horrorizara. 

A escrita de Anson é bem direita e desde o início o leitor já sabe o que acontecera na residência número 122 da Avenida Oceânica e o que aconteceria após a chegada da família, e no meu caso, saber que a presença maligna, do desconhecido estava ali, à espreita, só ajudou para deixar mais palpável a tensão que acompanhou-me durante a leitura. 

Já sabia do final: que a família fica exatos 28 dias na casa, vive momentos de terror, que o padre chamado para benzer a residência seria diretamente afetado pelas forças que a habitavam, mas a cada página virada não podia deixar de prender a respiração e suspirar aliviada ao término de alguma passagem mais assustadora

Horror em Amityville foi adaptado para o cinema em 1979 e possui um remake de 2005, este eu assisti e lembro de não ter sentido medo, até achei muito forçado em diversos momentos, pensava: Nossa, como isso parece falso! 
Se a experiência da família Lutz naquela casa foi ou não verdadeira, não será, eu, Maurinha medrosa de alta patente, a pesquisar sobre o caso. O livro me bastou, mas deixou-me curiosa em rever o remake e o primeiro filme: será que eles causarão o mesmo efeito da narrativa de Anson? É assistir para saber. 

Livro lido o Mês de Janeiro: Livros que Viraram Filmes dDesafio Literário Skoob 2014.
Beijos!

17 de fevereiro de 2014

Vou Assistir #2: Palavra (En)Cantada


Não fazia a mínima ideia do que o documentário "Palavra (En)Cantada" falava, foi uma surpresa saber o que era o documentário que não é tão recente assim e só agora chegou a mim.
Ao assistir partes soltas, buscar informações (a sinopse, opiniões) percebi que iria adorá-la. Mas, a vida é engraçada e ela, quase sempre, não faz as coisas no momento que desejo... E eu ainda não consegui 1 hora e pouquinho para sentar e assisti-lo. 

Fiquem com a sinopse e o trailer (e eu vou... almoçar para, em seguida, finalmente vê-lo):


"Palavra (En)Cantada é um documentário de longa-metragem (86min), dirigido por Helena Solberg, que percorre uma viagem na história do cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação entre poesia e música. 
Dos poetas provençais ao rap, do carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao tropicalismo, Palavra (En)cantada passeia pela música brasileira até os dias de hoje, costurando depoimentos de grandes nomes da nossa cultura, performances musicais e surpreendente pesquisa de imagens.

O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto,Antônio CíceroArnaldo AntunesBNegãoChico BuarqueFerrézJorge MautnerJosé Celso Martinez CorreaJosé Miguel WisnikLirinha (Cordel do Fogo Encantado)LenineLuiz TatitMaria BethâniaMartinho da VilaPaulo César PinheiroTom Zé e Zélia Duncan. Imagens de arquivo resgatam momentos sublimes de Dorival CaymmiCaetano Veloso e Tom Jobim.

A maioria das entrevistas foi realizada na casa dos entrevistados, em atmosfera intimista, com o registro de declamações e canções especialmente para o documentário. Poemas de Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Hilda Hilst e pérolas de nossos grandes compositores conduzem o roteiro do Palavra (En)Cantada. Entre as músicas do filme estão Choro Bandido (Chico Buarque/Edu Lobo), Alegria, Alegria (Caetano Veloso), Alvorada (Cartola), História do Brasil (Lamartine Babo), Inclassificáveis (Arnaldo Antunes), Fábrica do Poema (Adriana Calcanhotto/Waly Salomão), 2001(Tom Zé/Rita Lee) e O Mar (Dorival Caymmi)"


Beijos!

14 de fevereiro de 2014

TAG: Livros Opostos

Faz algum tempo que vi a tag Livros Opostos (criada pelo Bruno, do Minha Estantesendo respondida em blogs e vlogs, quis logo respondê-la mas por algum motivo adiei, adiei, adiei e só agora a estou respondendo. 



1. primeiro livro da sua coleção / último comprado

O primeiro verdadeiro não existe mais: A primavera da lagarta (Ruth Rocha) atualmente considero como sendo o primeiro o livro: A água do planeta azul, pois, este foi o primeiro que minha mãe me comprou :) 
O último comprado foi Kill All Enemies, de Melvin Burgess! Desde 19 de dezembro não comprei mais livros: acho que minha promessa está dando certo. 
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2. um que você pagou barato / um que pagou caro
Um dos últimos que paguei MUITO barato foi: Invenção e Memória, da Lygia Fagundes Telles, foi 5 dinheirinhos numa banquinha de livros usados, tirando um pouco de pó, o livro está em ótimo estado e possui uma capa linda :)

E o último mais caro continua sendo Harry Potter: Das Páginas Para A Tela, de Bob McCabe: depois dele nunca mais compre um livro acima de 40 dinheiros, imagina de 100 T.T 


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3. com protagonista homem / com protagonista mulher
O menino de A Árvore Generosa, de Shel Silverstein. LIVRO LINDO!
Tris, de Divergente, é a minha personagem de livros juvenis preferida. Que livro sensacional!
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4. leu bem rápido / demorou pra ler
Dash Shaw sugere aos leitores do quadrinho Umbigo sem Fundo uma pausa entre cada parte, a HQ é dividida em três, eu safadamente ignorei a sugestão e em menos de dois dias li as 720 páginas: gostei muito, mas pretendo reler e com a pausa merecida para absorção de cada parte.

Demorei, acredito, mais de um mês para ler Orgulho e preconceito porque estava gostando e na época em que o comecei viajei e dei pouca atenção para o livro da Austen :\
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5. com capa bonita / com capa feia
A capa de O oceano no fim do caminho sempre me encantou, após ler o livro, entender o título e saber porque a capa é essa, o meu gostar só aumentou: livro encantador, capa lindíssima! 

Já a capa de Jack, O Estripador, de Tom A. Cullen acho bem feinha, me interessei pelo livro pelo título e sinopse porque a edição que consegui está toda detonada. 
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6. um livro brasileiro / um livro internacional
O traço e a traça, de Roseana Murray e ilustrado por Elma foi uma das últimas ÓTIMAS LEITURAS da categoria "Infantis": ótimo texto e ilustrações que me encantaram, então ele é o livro nacional que indico!
O livro internacional que indico é A trégua, de Mario Benedetti porque mora no meu coração *.*


7. um livro mais fino / um mais grosso

Porque livros com menos de 50 páginas acabam se tornando meus favoritos: um dos fininhos que me encantou recentemente foi O maluco do céu, de Anna Göbel.
Anna Kariênina com suas 800 páginas é o livro mais grosso que tenho e que eu deveria estar lendo nesse mês, mas só comecei: até 31 de dezembro o leio xD
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8. um livro de ficção / um de não ficção
Os Livros que Devoraram o meu Pai, de Afonso Cruz é um livro curto que me devolveu as energias no final de 2013: super recomendo!
De não-ficção, eu sempre lembro de: Marley e Eu - A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo, que poderia entrar na categoria: me deixou triste... ou me deixou feliz! Chorei com esse livro! Amo esse livro! :')
*


9. um livro de ação/ um livro meloso 
Tenho a impressão que livros 'melosos' e de 'ação' nunca foram lidos por mim, o com mais ação lido ano passado foi: Liberta-me, não gostei tanto desse volume quanto do primeiro, acredito que Estilhaça-me tem mais momentos de ação, enquanto Liberta-me promete, promete, promete e eu ainda estou esperando pela ação que esperava, bom, no terceiro e último volume, espero que ela venha e que o final não seja o que ando imaginando T.T 
Após pensar muito, olhar meu caderninho onde anoto o que já li, cheguei ao veredicto quanto a 'um livro meloso': Crepúsculo!!! Não tenho a menor vocação para fingir que não gosto de algo que curti tanto, na época achei bastante meloso, atualmente tenho apenas a impressão de que Crepúsculo eu gostei porque é legal (eu AMO o filme!), Lua Nova porque a Bella vai para a Itália e em Eclipse porque aparecem 'vampiros maus' e os ~~vampiros italianos~~ vêm atrás da Bella, já Amanhecer: é legal em partes, mas é tudo tão: Tia Steph, o que é isso, mulher?!?
Acho que esse item não consegui responder 'direito', foi o melhor que consegui, HAHA.


10. um livro que te deixou feliz / um que te deixou triste
Estava precisando de Marcelino Pedregulho na minha vida e não sabia, a história do menino que ruborizava 'sem motivo' é linda, fala sobre a vida, sobre amizade. Escrito e ilustrado por Sempé: AMEI e fiquei muito feliz durante a leitura, e ao término.
Preciosa me deixou arrasada, o livro de Sapphire me fez sentir a dor de Precious e eu ainda não consegui 'estrutura emocional' para ver o filme - acredito que demorarei para vê-lo.



Beijos!
E bom final de semana!

13 de fevereiro de 2014

Quero Ler #38 - #LeiaMulheres2014

Seis livros que desejo muito ler e que estão na fila para serem adquiridos, comprados ou encontrados nas bibliotecas da cidade. 

Neste ano, o desejo é ganhar ou ler emprestado porque comprar livros em 2014... Não posso, não!


Título: A descontrução de Mara Dyer
Autora: Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Um grupo de amigos... Uma tábua ouija... Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto... até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações - ou seriam premonições? - Os corpois e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la....

Li poucas resenhas sobre esse livro, a última me fez ficar histérica: preciso ler, preciso ler!!!, se não lembrasse da minha promessa de não comprar livros, teria ido à livraria naquele dia porque minha curiosidade era IMENSA! 

Título: E a noite roda
Autora: Alexandra Lucas Coelho
Editora: Tinta da China Brasil 
Depois de várias narrativas de viagem, do Afeganistão ao México esse é o primeiro romance de Alexandra Lucas Coelho lançado no Brasil. Ana e Léon se conhecem em Jerusalém na véspera da morte de Yasser Arafat. Aí começa uma história que atravessa várias cidades e paisagens, da Faixa de Gaza à Mancha de Quixote, enquanto o mundo exterior vai se fechando num quarto sem saída. "Toda a praça roda à minha volta e tu és um buraco negro. Então o sol dá-te em cheio. Estás encostado à fonte, depois da estátua de Giordano Bruno, que há 400 anos foi queimado por dizer que nós é que rodamos à volta do sol. Fumas uma cigarrilha, chamas-te Léon. És um desconhecido e és tu. Qual deles vais ser?" - "Alexandra Lucas Coelho entra pela primeira vez num território que não lhe conhecíamos - o quarto, a cama, o sexo, o desejo - e todo o potencial da sua escrita feita de cheiros, imagens e descrições explode em possibilidades infindas." Revista Time Out - "A linguagem sofisticada, elegante, de um lirismo sutil, é já a de uma grande escritora." Jornal Expresso.

Conheci no blog da Paula, Pipa não sabe voar e gostei da história e os livros dessa editora são lindos! Leia a postagem sobre o livro :)

Título: Os Indianos
Autora: Florência Costa
Editora: Contexto
A Índia é tudo aquilo que um turista vê. Mas também o seu oposto. Os contrastes estão a cada esquina. O país é espiritual e material; pacífico e violento; rico e pobre; antigo e moderno. Cultiva a democracia, mas mantém as castas. Criou o Kama Sutra, mas veta beijos nos filmes de Bollywood. Há indianos encantadores de cobra – ainda que a atividade seja proibida – e engenheiros de software. É perigoso generalizar sobre um país com mais de um bilhão de pessoas, divididas em milhares de castas, com sete religiões e mais de 20 línguas oficiais. Então, como conhecer esse povo que fascina tanto o Ocidente? Partir de sua história é essencial, desde a primeira civilização, que surgiu naquelas terras há 5 mil anos, até a recente independência, incluindo a relação com os vizinhos China e Paquistão e a explosão tecnológica dos dias de hoje. A jornalista Florência Costa – que tem laços de família com a Índia, onde viveu por muitos anos – nos leva à cozinha indiana, com seus múltiplos temperos; às festas monumentais de casamentos arranjados; à espiritualidade e às religiões e até aos banheiros (raros). Livro imperdível para quem quer conhecer (ou acha que conhece) os indianos.

Fui na Festa do Livro da USP de 2013 esperando encontrar esse livro: não tinha! Sofri um pouquinho, mas comprei dois livros que posso usar no trabalho e bom, a tristeza passou um pouquinho, hehe. Essa coleção da Contexto está linda e eu acredito que gostarei bastante desse livro sobre um país que não conheço e gosto desde sempre.

Título: Eleanor & Park 
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.


Outro que conheci no blog da Pipa (postagem sobre o livro), quando vi que seria lançado fiquei saltitante - eu sempre sou saltitante, mas nesse caso, existia um por quê, haha. 

Título: Esta é uma história de amor - ...mas nem toda história de amor é igual.
Autora: Jessica Thompson
Editora: Novo Conceito
Um rapaz conhece uma menina e a menina se apaixona pelo rapaz – até aí, nenhuma novidade. Mas, com Sienna e Nick, as coisas não acontecem do jeito que costumam acontecer nas histórias de amor. Tudo bem que ela o achou superparecido com o Jake Gyllenhaal, seu ator preferido. E ele teve o maior frio na barriga quando viu aqueles lindos olhos azuis-escuros no metrô. Nada disso importa quando a gente está fechado para balanço. Ela é frágil... Tem tantos segredos. E ele não está a fim de nada sério. Engraçada e ao mesmo tempo triste, esta é a história de duas pessoas destinadas a não ficarem juntas... mesmo sendo a coisa que elas mais querem no mundo. 


Cheguei a ler o começo do livro da na edição portuguesa (com o título Duas Vidas, editora ASA). mas por algum motivo deixei de lado. Demorou, mas a versão brasileira foi anunciada e bom... Novamente, uma capa que não me agrada, porém, esperava algo tão horrendo que essa 'toda cheia de coraçõezinhos e  um casal que não se parece nada com o criado imaginado por mim pela Jessica' não é tão ruim assim. 

Título: Poemas
Autora: Wislawa Szymborska
Editora: Companhia das Letras
Aos 88 anos, Wislawa Szymborska vive desde menina em Cracóvia, cidade situada às margens do Vístula, no sul da Polônia. O fato de ter permanecido a vida inteira no mesmo lugar diz muito sobre essa poeta conhecida por sua reserva e extrema timidez. Contudo, embora os fatos de sua vida tenham permanecido privados, quase secretos, seus poemas viajam pelo mundo. Não são tantos: sua obra inteira consiste em cerca de 250 poemas cuja função, como declarou a poeta no discurso de Oslo, é perguntar, buscar o sentido das coisas. Com sua poesia indagadora, Szymborska foi chamada “poeta filosófica”, ou “poeta da consciência do ser”. No Brasil, teve poemas esparsos publicados em jornais e revistas ao longo dos anos, mas esta edição da Companhia das Letras, com seleção, introdução e tradução de Regina Przybycien, é a primeira oportunidade que tem o leitor brasileiro de lê-la em português. A coletânea de 44 poemas é uma belíssima apresentação à obra dessa importante poeta contemporânea.
Outro livro que fiquei com vontade de ler após conferir um post do Pipa não sabe voar, precisamente um poema do livro "Poemas".




Já que 2014 é o ano de ler mulheres. Uma primeira postagem com escritoras que quero conhecer esse ano...

Conheça o projeto Um quarto só seu proposto pela Juliana Brina e o projeto Leia Mulheres 2014, ambos 'sem perceber', ou melhor, sem ter comentado ainda acabei aderindo, quero ler mais escritoras: brasileiras, estrangeiras, de livros infantis, autoras YA, poetisas... :)

Beijos!

10 de fevereiro de 2014

Links para a Semana #27

Um apanhado de links interessantes/legais para serem acessados na semana que inicia-se. 

''Oiiiiii...''.

Beijos... 
E uma boa semana :)

Bertold Brecht dos dias atuais...

Essa postagem estava nos Rascunhos há meses, quando decidia clicar em "Publicar" voltava atrás. Hoje decidi que não, não pensaria duas vezes e se você está lendo isso é porque eu perdi o receio e publiquei o que queria, mas pensava tanto que não o fazia.

Imagem daqui
E a versão original... 

Intertexto – Bertold Brecht (1898-1956)

"Primeiro levaram os negros 
Mas não me importei com isso 
Eu não era negro 

Em seguida levaram alguns operários 
Mas não me importei com isso 
Eu também não era operário 

Depois prenderam os miseráveis 
Mas não me importei com isso 
Porque eu não sou miserável 

Depois agarraram uns desempregados 
Mas como tenho meu emprego 
Também não me importei 

Agora estão me levando 
Mas já é tarde. 
Como eu não me importei com ninguém 
Ninguém se importa comigo."



E um bom início de semana para tod@s!