4 de setembro de 2013

Desejo da Semana #8: Junky, de William Burroughs

Há alguns meses, estava numa livraria à procura de livros de Charles Bukowski, não havia nada do autor no local para minha frustração, acabei saindo do local com um livro de Jack Kerouac (por que não queria voltar sem um livro) e a indicação do livreiro: "Você irá gostar de Junky que acabou de ser lançado".
Não é que o senhor livreiro acertou... Gostei da sinopse! Gostei de me recordar desse nome que lembrava já ter ouvido a respeito há muito, muito tempo. 
Junky é o meu desejo desde o dia em que ele me foi indicado, sempre que vou à livraria o procuro e fico adiando a aquisição... Acho que estou esperando mesmo é achá-lo na biblioteca para fazer empréstimo, e depois quando me certificar de gostei mesmo... Comprar! 

Marco cultural dos anos 1950, “Junky” descreve o périplo de um viciado em drogas pesadas. O livro entra agora para o time de clássicos malditos da coleção Má Companhia. Cotidiano modorrento, um atestado de dispensa do serviço militar e alguns trambiques. Assim o narrador de “Junky” descreve sua vida antes das drogas. Nem mesmo as catástrofes da Segunda Guerra Mundial haviam sido merecedoras de sua atenção. Alguns miligramas de morfina causariam mais impacto. Mescla de confissão — William Burroughs foi dependente de narcóticos por catorze anos — e uma objetividade radical, marcada por uma narração veloz e sem espaço para reflexões psicológicas, o livro marcou a estreia do autor na literatura. 

Escrito em 1949, durante uma temporada de Burroughs no México, “Junky” discorre sobre experiências com morfina, heroína, cocaína, remédios controlados, maconha e tráfico de substâncias ilegais. Não obstante alguns percalços iniciais, que atrasaram a publicação em quatro anos, o livro resultou num sucesso editorial. Nos Estados Unidos dos anos 1950, as drogas eram um demônio a ser combatido. Em “Junky” não há lugar para a vergonha, o arrependimento e muito menos a redenção, o que, na época, ia contra tudo o que se considerava útil no tocante à abordagem das drogas na literatura. 
Recheada de confissões de violência, homossexualidade e teorias extravagantes a respeito dos benefícios filosófico-espirituais da droga pesada, a narrativa causou choque. “Estou melhor de saúde agora, depois de ter tomado drogas pesadas em vários períodos da vida, do que estaria se nunca tivesse me viciado”, afirma o narrador ao se declarar dependente. O amigo Allen Ginsberg, que se autointitulava “agente” de Burroughs por ter convencido um editor de Nova York a publicar o material que uma fila de profissionais havia rejeitado, festeja na introdução do livro sua “atitude cultural revolucionária”. Sessenta anos mais tarde, “Junky” permanece atual. Para além do fato de ter chocado uma época, sua força está na habilidade de Burroughs dar tratamento literário ao que chamou de um “estilo de vida”.

E você, está desejando algum livro ultimamente?
Me diz nos comentários :)
E Junky é um livro que leria?

Beijos!

8 comentários:

  1. eu sou louca pra ler Junky. Aos pouquinhos vou aumentando minha coleção 'beat'. E que capa linda dessa edição *--* eu queeero

    te recomendo Tristessa, de Kerouac, um dos meus preferidos...
    Bj, Maura :D
    http://torporniilista.blogspot.com.br/

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    1. Valéria, eu só tenho um livrinho de um autor beat, o Geração Beat do Jack o/
      Lindona a capa, né?! Adorei ela também!

      Vou procurar esse, depois digo o que achei!

      E espero que leia Junky em breve!!! *.*

      :*

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  2. Eu estou curiosa também para ler esse livro :D

    amandastale.blogspot.com

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    1. Amanda, legal! Espero que o leia e goste, depois me diz o que achou ;D

      :*

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  3. Achei a capa incrível, tô afim de ler esse livro!

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  4. tô lendo Junky e amando *--*
    peguei emprestado com um amigo meu :D

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Obrigada pelo comentário ^^

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