20 de agosto de 2013

Conheça #2: O Sincronicídio, de Fabio Shiva

Olá, pessoal! 
A postagem de hoje é sobre o primeiro lançamento da Caligo Editora, o livro O Sincronicídio, de Fábio Shiva que estará em pré-venda por R$ 25,00 a partir do dia 21 de agosto.
Vamos conhecer um pouco mais sobre a história, o autor e alguns comentários de quem já leu e recomenda O Sincronicídio :D

Leia e descubra porque O Sincronicídio não para de surpreender o leitor...

Esta é uma história que vai desafiando o leitor aos poucos, matreiramente, conquistando primeiro sua confiança antes de conduzi-lo a voos cada vez mais altos da imaginação. O SINCRONICÍDIO é um romance policial à sua maneira, que consiste em misturar todas as outras: as refinadas charadas do whodunit são apresentadas em meio a truculentas cenas noir, e o clássico mistério do quarto fechado é servido de modo a atender ao gosto moderno pela escatologia. Ocorre que esta é uma obra de muitas camadas, múltiplas possibilidades de interpretação. Não é exagero afirmar que nunca antes uma história policial foi contada dessa maneira.

Quanto ao estilo, a narrativa segue o padrão essencial do folhetim, finalizando cada segmento do texto em suspense, de forma a instigar o leitor a prosseguir com a leitura. Quanto à estrutura, este é um livro que escapa aos padrões, ao se propor como interseção literária entre dois ricos universos semânticos: o xadrez e o I Ching. O SINCRONICÍDIO é dividido em 64 capítulos apresentados fora da sequência numérica, cada qual representado pelo correspondente hexagrama do I Ching, o Livro das Mutações, milenar oráculo chinês. O hexagrama é apresentado ao início do capítulo em uma engenhosa adaptação para o xadrez, que substitui as linhas yang e yin pelas casas brancas e negras do tabuleiro, sinalizando as linhas móveis através de peças que ocupam as respectivas casas.
O resultado são verdadeiros “poemas enxadrísticos”, uma curiosidade a mais para o leitor comum e um deleite para os entusiastas do Jogo dos Reis.

O livro estruturado dessa forma, ao mesmo tempo em que propicia ao leitor uma apresentação original e atraente para a sua história, revela também afinidade com um alto anseio literário: expressar, através do romance, a totalidade da vida em sua complexidade. Pelo mesmo motivo, à semelhança de obras como Ulisses de James Joyce e Mrs Dalloway de Virginia Woolf, a história toda acontece em um único dia, o dia do Sincronicídio.

Assista ao booktrailer do livro:



Sobre o autor

Fabio Shiva nasceu em Salvador, Bahia. Aos 8 anos começou a apresentar o programa Chão e Paz na TV Itapoan / TV Aratu. Três anos depois, com a ida da família para o Rio de Janeiro, aposentou-se da carreira de apresentador infantil. 



No ano seguinte teve sua iniciação literária com a publicação do poema “Terra” em uma antologia. De lá para cá participou de outras coletâneas de contos e poemas. Aos 16 anos tornou-se professor na Escola de Música Santa Cecília e com a mesma idade ingressou na Faculdade de Comunicação da UERJ, onde se formou, tendo cursado também Ciências Sociais na UFRJ e Psicologia na UERJ.


Trabalhou como ghost-writer em livros de astrologia e como revisor em diversas publicações. Como alguns de seus escritores favoritos, exerceu diversas outras profissões: camelô, body piercer, analista de RH, corretor imobiliário, diagramador, produtor cultural, secretário social, radialista, compositor de jingles políticos.

Essas atividades ocorreram em paralelo à carreira musical, iniciada com a banda Imago Mortis em obras como o aclamado VIDA – The Play of Change, disco que foi considerado um dos melhores lançamentos do rock pesado nacional. Hoje toca baixo nos Mensageiros do Vento, em fase de produção de ANUNNAKI, a primeira ópera-rock em animação brasileira.

Fundou a Comunidade Resenhas Literárias, que já fez circular mais de 1.500 livros pelo país. É facilitador da Oficina de Violão na Casa da Música, APABB e Instituto Daniel Comboni. Já ministrou também a oficina de Meditação para Crianças, e as duas oficinas estão sendo transformados em livros. Em parceria com Fabricio Barretto escreveu o livro de literatura/filosofia MANIFESTO – Mensageiros do Vento. Tem pronto um livro de contos: ISSO TUDO É MUITO RARO.

Comentários de leitores beta sobre O SINCRONICÍDIO:

Xeque-mate no leitor!

“O Sincronicídio” é um romance policial diferente e inovador, não somente pela maneira incomum de iniciar os capítulos, mas pelo desenvolvimento da história em si. No começo da leitura, acreditei que o autor fosse conduzi-la pela filosofia e até me fez lembrar um dos livros de Josein Gaarder: “O Mundo de Sofia”, no entanto, à medida que a leitura avançava descobri que a trama que se tecia a cada linha lida tinha um toque de ficção cientifica: pelo submundo do sexo e do poder quase que se é criada uma sociedade a parte. Neste universo, giram o poder e o sexo como prazeres absolutos de uma vida.

O que é possível nesta leitura, e, que em minha opinião tornou-se uma grande sacada do autor, é as múltiplas interpretações que se pode dar à narrativa, pois, se nas primeiras linhas acreditei ser conduzida pela filosofia, descobri que além de ser de fato uma trama policial recheada de suspense, com doses de ficção cientifica, o tempo todo o autor me levava a decifrar de várias maneiras o enredo da história, sem, contudo conseguir chegar ao desfecho final correto. Acabei sendo surpreendida diversas vezes. Fiquei muito orgulhosa por ser um escritor brasileiro o responsável por construir uma obra magnífica como esta. Leitura recomendada!
---Léia Viana--- 

O Transcendental e o Carnal juntos num ótimo policial
Excelente obra de estreia de um escritor talentoso e criativo. Se você quer se prender totalmente a uma história, este é o livro certo. Se, além disso, você deseja conhecer e refletir sobre temas e conceitos pouco conhecidos (ao menos pelo mundo ocidental), este livro torna-se ainda mais indicado.

A escrita é simples e extremamente envolvente, sendo cada capítulo uma pequena peça necessária a montagem do quebra-cabeça. Admirável o empenho e a atenção que o autor dedicou a cada detalhe. A relação que o escritor faz entre o jogo de xadrez e o I Ching, criando uma numeração de capítulos inusitada, dão um charme a mais à obra. O livro está repleto de cenas de sexo, mas estas não são gratuitas, estando presentes para ilustrar o quanto uma busca puramente hedonista pode acabar corrompendo o espírito (ou o caráter, para quem prefere o termo).

Não há pontas soltas na história, apenas lacunas propositais criadas para serem preenchidas pela imaginação do leitor. E, acredite, esse livro realmente dá asas à imaginação! Recomendo e muito a obra, acho quase impossível que alguém saia indiferente da leitura da mesma.

---Fernanda Xavier ---

O Sincronicídio

Talvez o ponto que mais surpreenda no "O Sincronícidio" seja sua aparente simplicidade, sim porque a história começa enganadoramente simples, o narrador nos apresenta nosso herói nas primeiras horas da manhã, a semelhança de um herói grego clássico, nu em pelo, descansando após o embate com sua já esperada donzela. E já aqui o autor brinca com sentidos secretos, com lendas intrincadas onde um evento num lugar se faz sentir muito longe. É tal a quantidade de pistas "escondidas" que numa releitura percebe-se que muita coisa já havia sido contada já no inicio da história, ou pelo menos insinuada. Apresenta-se a dicotomia que permeara toda a obra, dia e noite, branco e preto, e subentende-se também, luz e trevas isso transposto a um imenso tabuleiro, onde cada personagem é uma peça.

Não poderia deixar de comentar a habilidade com que o autor brinca com os opostos, luz e trevas, branco e preto, Yin e Yang; isso é marcante no caso dos gêmeos, macho e fêmea, ativo e reativo, e aqui o autor é tremendamente irônico, as polaridades estão trocadas, é patente que Julia é o masculino, o Yang, o ativo e Kim é o feminino, o Yin, o receptivo. Pergunto-me como alguém criou dois personagens tão complexos, é impossível não admirá-los e ao mesmo tempo se escandalizar com eles. Numa cartada genial ainda Kim é o incompleto, a irmã o supera em tudo, ele artificialmente tenta se igualar a ela, porém sem sucesso. A única marca de sua masculinidade que saiu, digamos “mais que perfeita” ele a usa para destruir a “masculinidade” nos outros, é patente o sadismo nele. O ódio a tudo o que ele não é. Uma mensagem velada ao preconceito? Odiamos o que não temos? A ideia fica no ar.

Daqui pra frente à história vai se voltando dentro de si mesma,Quando você pensa que entendeu, não entendeu nada. Em certo ponto, e aqui quando pensamos que já tinha se esgotado as surpresas damos uma pausa para o vilão contar sua história; embarcamos de cabeça no esoterismo, na profundidade do jogo de xadrez e do I Ching, começamos a entender os ideogramas a direita de cada página, e fato cada um deles tem relação com o capitulo, tudo dentro de um simbolismo que somente um leitor atento vai notar.

Aqui superabundam a referências e a complexidade da trama, não se engane quem pensar que somente está sendo citados mitos, percebe-se que existe uma intencionalidade uma história dentro da história e um grave alerta. A despeito dos pontos mais escatológicos o Sincronícidio em si é perfeitamente possível, se é que não ocorre com certa frequência. A forma como o autor vai desenvolvendo o conceito até sua definição final, bem dá o que pensar, dá muito que pensar.

Enfim chegamos ao final, surpreendente e tão estranho, que podemos dizer que o autor não poupou esforços para surpreender o leitor.

---Rogério Lopes---

Este livro incorpora o lado científico com o misticismo. Todos os conceitos abordados pelo autor são explicados de forma lógica e embasados em alguma descoberta científica. Este livro foi decididamente o melhor que já li do gênero.


"O Sincronicídio", de Fabio Shiva (520 páginas)
Pré-venda a partir de 21/08/2013
Preço promocional de lançamento: R$25,00 (frete grátis)

Após assistir o booktrailer do livro fiquei: Nossa, que da hora! Por que esse livro é a cara de alguns conhecidos e despertou logo meu interesse, acabarei adquirindo na pré-venda porque, minha gente, está tentador demais o preço promocional. 
E os comentários sobre o livro também têm sua parcela de culpa em me deixar interessante pelo livro do Fabio Shiva.

Beigos!

4 comentários:

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