24 de janeiro de 2013

A Última Música por Nicholas Sparks

Editora:  Novo Conceito
Autor: Nicholas Sparks
Tradução: Marsely de Marco Martins Dantas
ISBN: 9788563219077
Páginas: 397


Verônica, a Ronnie e seu irmão caçula, Jonas são levados pela mãe para a Carolina do Norte para passarem o verão com o pai durante, cerca de, 3 meses. 
Ela não se conforma em ter que passar todo aquele tempo longe de Nova Iorque e de seus amigos numa cidade pequena com seu irmão e... pai.

A garota o odeia, não se conformou com a separação dos pais e o culpa.
Há exatos 3 anos ela não fala com ele e a ligação que ambos mantinham que era o piano ela cortou, não tocará mais e está abandonando uma carreira tida como promissora como musicista.

O livro de quase 400 páginas nos relatará aquele verão na vida de Ronnie, seu irmão e pai, Steve. 
O verão que mudou a vida de todos daquela família. Ronnie que nos é retratada como imatura com alguns pensamentos e atitudes cresce durante aqueles meses, não porque completa aniversário e torna-se legalmente adulta, ela aprende o verdadeiro significado de diversas palavras, como: família, perdão e amor. 

Nicholas Sparks é um autor best-seller, acredito que todos seus livros entraram para listas dos mais vendidos e foram adaptados para o cinema, A Última Música (The Last Song, no original) seguiu o mesmo caminho: é um best-seller e virou filme em 2010 com atores como Miley CyrusLiam Hemsworth e Greg Kinnear nos papéis principais. 

As personagens de A Última Música são reais, com defeitos e qualidades que poderemos encontrar em pessoas próximas a nós. 
Elas cometem diversos erros, envolvem-se com pessoas erradas, afastam-se daquelas que amam mas encontram a redenção no amor da família, nos novos amigos, e na fé o consolo para enfrentar difíceis situações, como é o caso de Steve e de sua filha.

Gostei do livro inteiro, da narração em terceira pessoa que acompanha quatro personagens (três importantes  e um dispensável): Ronnie, Steve e Will - um garoto que será muito, muito importante para ela - e Marcus, um típico imbecil arruaceiro e mau caráter. 

Mas não amei por ser um livro em que a religiosidade das personagens é intensa por demais, Steve à procura de Deus durante suas caminhadas na praia e ao final, quando Ronnie apega-se a fé para superar a dor que está vivenciando. 
Com certeza, algumas colegas minhas o adorarão por ter uma mensagem de fé, mas a Maura não gostou, talvez você sinta uma conexão maior com a história por isso :)

É uma bela história, emocionante. 
Como é lindo ver Ronnie apaixonando-se por Will - um amor tão terno quanto o que seu pai nutre por seus dois filhos, mas é triste... Cadê a caixa de lenços quando preciso dela? 
E foi um livro que me surpreendeu, meu plano era lê-lo e trocar numa feirinha de trocas de livros e gibis daqui, mas a carga emocional que ele carregará durante os próximos anos demorará para diminuir por uma série de motivos pessoais e eu preciso deixá-lo comigo, preciso emprestá-lo para os conhecidos (confiáveis - que devolvem os livros) que como Ronnie, ou como eu, cometem o mesmo erro de não perdoar as pessoas que ama por uma dúzia de motivos e um dos maiores é o de não ouvir, quantos amigos, familiares distanciamos de nós porque simplesmente não paramos para conversar com eles e saber o outro lado da história?



Beigos!

10 comentários:

  1. Eu tenho uma relação cada vez mais distante com o Nicholas e mesmo sabendo que me sintonizaria com a fé, não tenho interesse algum em ler esse livro. Acho que a fórmula do sucesso dele é escrever aquilo que as pessoas esperam ler e isso já não me surpreende mais.

    Beijos
    Fernanda Souza
    www.leitoraincomum.com

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    1. Como eu não conheço nada além desse livro e de um outro que sempre esqueço o nome - que li e nem sabia quem era o Nicholas, tenho a impressão pelo que leio em resenhas, comentários é que ele tem essa fórmula de sucesso, parece que tudo o que ele está escrevendo é ''parecido'', posso estar falando besteira mas é a impressão que tenho, como não sei se lerei outros títulos não descobrirei...

      Beigos!

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  2. Eu tenho sempre um pé atrás com Sparks. Porque achei que ia amar por conta de adaptações do cinema. Depois disso, achei até melhor deixar em suspenso ver as adaptações.

    Eu não li e nem vi esse, por exemplo, mas posso pressentir a tradicional fórmula na tua resenha e que me deixa sem saber se vou gostar.
    Acho que dependerá mais do modo como me envolverei com o casal.


    liliescreve.blogspot.com

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    1. Como não li outros livros dele... Esse é o meu primeiro (e talvez o último?!), eu o indico, talvez você goste dele pelo casal e pelas relações familiares, os personagens são bem bacanas :)

      :*

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  3. Esse é o livro que eu mais gostei do Nicholas. Acho que por ter sido o primeiro que li. Não me incomodei com a busca de Deus, com a demonstração de fé e essas coisas. Acho que antes de ler já sabia que podia esperar isso dele...
    Beijos.

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    1. Oi, Babi!
      Nas resenhas que lia nunca haviam comentado que tinha um teor religioso, por eu fui sem saber muito sobre a história apenas o básico.
      Por ser o segundo que leio - o outro nunca lembro o nome - até que gostei, mas não sei se lerei mais títulos dele.

      Beigos!

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  4. Maura, eu sempre torço o meu nariz para Nicholas Sparks, mas confesso que nesse livro também me rendi a ele. A história foi realmente tocante, triste à sua maneira e mostrou muitas coisas verdadeiras sobre os sentimentos das pessoas, sobre o perdão e sobre o amor, acima de tudo.
    Chorei, chorei. HAHAH
    E gostei muito da sua resenha =)
    Beijo!

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    1. Ana, eu torcia - ou torço o nariz pr'esse moço, admito que não lerei mais nada a não ser meu Querido John que comprei há quase 2 anos.
      Também chorei muito com esse livro, muito, muito!
      Eba, fico feliz em ler isso :)

      Beigos!

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  5. Eu v o filme desse livro, e detestei tanto a protagonista que nem quero ler o livro. :/

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    1. Nossa, agora fiquei com receio de assistir, a personagem no livro não é tão detestável, já pensou se pego raiva dela justamente por causa do filme O.o

      =*

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