14 de julho de 2012

59th Street (Parte 1)

Richard estava acordado o que era o mesmo que estar dormindo, pois continuava embaixo dos lençóis com os olhos verdes abertos, pensando. A respiração quebrada ao seu lado confortava-o, Matthew resmungou baixinho e mudou sua posição na cama.

Sabia que não voltaria mais a dormir, então qual era o motivo por ele permanecer naquela cama? Pensar? Era uma ótima desculpa. Ah, mas pensar não valia de nada... E sonhar de olhos abertos tão menos.
Não conseguira pregar os olhos naquela noite, como nas noites anteriores.

Encarou as alternativas que tinha ao alcance: poderia permanecer ali e cochilar ou permanecer ali e esperar Matt acordar e resmungar com ele por não ter dormido nada ou poderia...
Decidiu-se pela terceira opção.

Saltou da cama num pulo, Matthew continuou ferrado em seu sono. Olhou de relance para o relógio digital ao seu lado, era 03h30min da madrugada.

Lavou o rosto, a água fria em contato com sua pele morna o acordou ainda mais. Suas noites insones estavam tornando-se costumeiras e ele estava começando a aceitá-las.

Após lavar o rosto e enxaguar a boca com o resto do enxaguante bucal, segurou as bordas da pia e olhou-se no espelho, suspirando de piedade por si mesmo, pena de si mesmo por não ser capaz de esquecer as dúvidas e aflições que não eram suas, mas acabavam tornando-se por algumas horas. Ele precisava parar com aquilo, deixar de fazer das dores, tristezas e aflições dos outros suas... dores.

Ele tinha apenas uma dúvida e uma grande aflição em sua vida, que o perseguia há tanto tempo...

Nascer homem como o planejado foi um alívio para o pai e para a mãe, um bancário que vivia alcoolizado e uma costureira deprimida.
Alívio em dobro quando o pequeno Richard começou a frequentar a escola, a mãe não teria que perder horas de sua vida com uma criança chorona, a única falha no plano fora que o filho homem não estava saindo-se como a encomenda.
O que fizemos de errado? Perguntava-se o pai.
O que eu fiz de errado? Perguntava-se a aflita mãe e ainda mais deprimida.
Eles não haviam feito nada de errado, o único filho é que saíra errado e apenas ele era culpado por isso.

Richard continuou olhando-se no espelho, por um breve instante não se reconheceu.

Como havia se decidido pela terceira opção, lá estava ele acordado e com ela à sua frente.

Ideia Original de Andréia Pina
Escrito por Maura C. Parvatis

4 comentários:

  1. Poxa que lindo!
    É uma sensação muito diferente quando alguem sem muitos detalhes traduz a partir das lentes dela sua "ideia",bom aguardo ansiosamente pelos proximos capitulos,sei que nossas vidas de universitárias nos consomem muitíssimo,mas tenho fé que um dia lerei por completo essa história.Que presente,não?!
    Gde beijo minha amiga.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah, fico feliz que tu tenha gostado, minha querida Andréia. Em breve, após o término da loucura que está se tornando nossas atuais rotina, me dedicarei aos ''nossos garotos'' :)

      Excluir
  2. Está lindo o visual do blog,você mesmo que fez?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Com a ajudinha do Blogger xD
      Cheguei a esse visual ''limpo'', já que o outro blog é todo cheio de informações...
      Obrigada, flor!!!

      Excluir

Obrigada pelo comentário ^^

Respondo todos (ou quase todos) os comentários nesse mesmo espaço.
E assim que possível, retribuo a visita em seu blog/site ou te pago um café na padaria mais próxima!
Marque a opção "Notifique-me" para saber quando seu comentário for respondido e não esqueça de deixar o link do seu blog/site para eu visitar depois!

Beijos,
Maura C. Parvatis!