8 de fevereiro de 2011

Memorial de Aires por Machado de Assis

Autor: Machado de Assis
Editora: Escala
ISBN: 85-7556-732-2
Memorial de Aires é o último romance de Machado de Assis (1839-1908). Publicada no ano em que o autor faleceu, a obra caracteriza-se por breves relatos, saudosismo, doçura, melancolia, suavidade, leveza e amor ao próximo.  A exemplo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, não tem propriamente um enredo aos moldes dos romances tradicionais da época, antes, estrutura-se em forma de diário, escrito por um conhecido do leitor machadiano: o Conselheiro Aires, o mesmo do romance Esaú e Jacó, personagem/narrador que vai juntando vários fragmentos e tecendo a narrativa, envolvendo as pessoas que o cercam e por quem tem carinho e apreço


Esse é o 26° livro da Coleção Grandes Mestres da Literatura Brasileira que comprei pela bagatela de R$ 2, 49, comecei a leitura durante a odisseia que foi minha viagem e que terminei para o Desafio de Férias do mês anterior, infelizmente, só agora estou postando a resenha ou resumo, classifiquem como quiserem!  
O Conselheiro Aires é um diplomata aposentado, viúvo, sem filhos, que relata seu cotidiano após retornar ao Rio de Janeiro, entre os anos de 1888 e 1889. 

A estrutura do romance é em forma de diário, escrito por uma personagem machadiano já conhecido por seus leitores, o Conselheiro Aires de Esau e Jacó

Aires, personagem/narrador ao juntar fragmentos, tece a narrativa que envolve diversas pessoas que o cercam, desde sua irmã, também viúva, Rita, a casais amigos e conhecidos. 

O fato do romance não possuir um enredo já estruturado, a exemplo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, faz com que o leitor deixe-se levar pelas histórias de Aires, pelo menos, foi assim comigo.

A tal linguagem da época não é complicada, eu - particulamente - adorei ler em voz alta muitos trechos pois as frases soam muito bem a plenos pulmões; e Aires é uma personagem machadiana que, sem dúvida, brevemente aprenderei a compreender com mais clareza, ou não! 

Aires dá destaque para a história do velho casal Aguiar e de seu afilhado, tido como filho, Tristão e uma jovem amiga da família, também viúva, Fidélia. O velho casal possuía um grande amor e eram muitos felizes, sua cumplicidade era invejada por todos, inclusive Aires, apenas o fato de não terem tido filhos, os entristecia. 
Talvez, por isso, apegaram-se muito ao afilhado, criado por anos pelos dois e que mocinho viaja para Europa, retornando de lá um homem feito. Durante os anos em que estiveram afastados, o casal sentia diariamente saudades de seu filho postiço

Outra personagem de destaque na narração de Aires é Fidélia, amiga do casal e tratada como filha por Dona Carmo, a sra. Aguiar, já que a jovem viúva perdeu muito cedo a mãe. 

Os dois jovens, Fidélia e Tristão, se conhecem... Se apaixonam e acabam por  casar-se. 

Aires ganha uma aposta feita com sua irmã: De que a viúva Fernandes se casaria, se não com ele, com outro. Para tristeza do casal Aguiar, os jovens seguem para a Europa, deixando-os novamente sozinhos... Aires tomando a situação para mais alguns momentos de reflexão.

Essa é a minha dica de romance machadiano para vocês! Adorei e espero que também gostem!

Beigos!

2 comentários:

  1. Olá!

    Adorei a resenha. E o que dizer da escolha do livro? Sensacional! Espero ver mais resenhas.

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  2. Adoro suas rezenhas! vc faz até um vagabundo ficar interessado! nossa, por falar nele,no colégio ano passado, tive que fazer um resumo de um livro dele G.G, confesso q nem li direito,mais acho q vo ler denovo,BGS M!

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