12 de janeiro de 2011

Mudanças e Poemas de Álvares de Campos por Fernando Pessoa

Olá, pessoal! 
Vocês já devem ter percebido que alguma coisa aconteceu por aqui. Perceberam? 
O blog acordou Os Lábios Flamejantes de Maura C. Parvatis e foi dormir Blog da /mauraparvatis
Uma pequena grande mudança, diria, ha, ha! 
Mudança no url que estava desejando fazer há algum tempo mas estava com medo, receio de excluir o antigo blog e começar tudo de novo, então, fiz essa mudança, sem excluir o antigo conteúdo - é, eu tenho muito apego por ele, por meu passado que nem envergonha
Em breve, estrearei as novas colunas que estão presentes na programação do Blog da /mauraparvatis em 2011. 
Enquanto elas não vem, deixarei vocês com a primeira resenha desse mês do Desafio de Férias. 


Autor: Fernando Pessoa
Editora: L&PM Pocket
ISBN: 978-85-377-0627-5
O que faz de Álvaro de Campos, o heterônimo da modernidade, um excepcional e inquietante poeta é o fato de ser o homem da emoção? É o próprio Fernando Pessoa quem diz na famosa carta a Adolfo Casais Monteiro: Pus em Alvaro de Campos toda a emoção que nao dou nem a mim nem a vida. Pode-se falar em 3 momentos distintos na poesia de Alvaro de Campos. Alias, Campos é o único heteronimo de Fernando Pessoa que apresenta diferentes fases: 1- Campos pré-Caeiro 2- Campos euforico 3- Campos disforico Alguns dos poemas encontrados neste exemplar: Opiário, Ode Triunfal, Tabacaria, Bicarbonato de Soda, Poema em linha reta, Passagem das horas, etc.


Álvaro de Campos, discípulo de Alberto Caeiro, surge para Fernando Pessoa em 1914, não na esquina de um bar português e sim, em sua mente, ambos, Caeiro e Campos como dezenas de outros nomes, são o próprio Pessoa que dividiu-se em múltiplas pessoas chamadas de heterônimos, que eram personalidades invetados por Pessoa para expressar os diversos lados, faces e personalidades que não se reduziam aos escritos com seu verdadeiro nome.
Campos para Pessoa, era o ''mais histérico'' de seus heterônimos, e o maior crítico de seu criador, segundo ele Pessoa era alguém que ''sente as coisas mas não se mexe, nem mesmo para dentro''.
Ou seja, esse lance de heterônimos é algo que mexe com a mente de qualquer estudante secundarista que arrisca-se a compreender o criador de Campos, Caeiro, Ricardo Reis e tantos outros. 
Como estou me desviando do foco que são os Poemas de Álvaro, preciso admitir que não gostava de poemas e só no Ensino Médio aprendi a gostar de declamá-los. 
Esse livro é uma ótima opção pra quem se interessa por Literatura Portuguesa, Fernando Fodão Pessoa e seus heterônimos são uma ótima introdução à moderna produção poética portuguesa. 
Adoro os poemas de Álvaro de Campos que é, na minha opinião um dos melhores por sua complexidade, a complexidade do Pessoa, por isso, devorei o livro em poucas horas. 

Beigos!

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