8 de dezembro de 2010

Noite na Taverna/Macário por Álvares de Azevedo

Título: Noite na Taverna/ Macário
Autor Álvares de Azevedo 
Editora Martin Claret 
Noite Na Taverna (1855) é uma série de histórias fantásticas e trágicas, impregnadas de angústia e morbidez. Macário, talvez sua obra-prima, é um drama dividido em dois episódios: o primeiro decorre “numa estalagem de estrada”, e o segundo “na Itália”.

Decidi lê-lo para o Desafio de Férias por saber que essa seria uma oportunidade em um milhão. Se não o lesse agora, não o leria tão cedo nunca!

A resenha, como prevejo não será da maneira esperada, o que você lerá abaixo é uma descrição fulera de cada história com meus comentários. 

O primeiro parágrafo de Noite na Taverna já me fez querer desistir, mas fui forte! Não desisti)... Pulei para Macário que divide-se em dois episódios.
Macário - um jovem de vinte anos, personagem que me despertou pena - chega a uma estalagem de estrada com seu burro, abriga-se no local e manda que sirvam sua ceia - com vinho, é claro. 
Um desconhecido adentra o local e puxa conversa com Macário em pouco tempo - após diálogos, eles se familiarizam. 
O tal desconhecido é ninguém menos que Satã. 

Em Noite da Taverna, um grupo de homens - amigos, conhecidos, colegas de bebedeiras, e/ou orgias (sabe, poetas ou desiludidos com a vida) - encontram-se na tal taverna onde relatam histórias, possivelmente vividas por eles, histórias de muitos amores impossíveis e aventuras banhadas a sangue.

Não odiei, mas não amei ambas as histórias. 

Se eu as tivesse lido um ano antes, talvez teria adorado porque estava estudando o Romantismo e depois, o Ultrarromantismo com bastante interesse e adoração! 
Ano passado eu gostava do Álvares de Azevedo, de suas poesias, seu desencanto, sua morbidez e melancolia, e ainda gosto até, porém muitos fatores influenciaram negativamente essa leitura: a linguagem da época, os temas abordados e esse sofrimento sem causa aparente das personagens: a busca pela dor, porque causar dor a si mesmo é o que eles - os taverneiros - faziam. 
Procuravam a dor, a rejeição: idealizavam mulheres casadas para sofrer e dizer que sofriam de amor e morreriam por ele. 
A desilusão  das personagens do próprio autor com a vida atualmente, não interessam mais. Ah, mas que eu adorei estudá-lo adorei... Acho que fui a única na sala que curtia ler a poesia de Azevedo.
Noite na Taverna só se salvou pelo dois últimos capítulos que me deixaram emudecida.
Macário teve a leitura salva por uma frase para, em seguida, afundar-se com o segundo episódio: sem sentido e com uma nova personagem que mereceu levar um SACODE. --' 

Recomendo para quem é soturno, gosta de sangue, de morbidez e quer morrer aos 21 anos de idade - esse não sendo o meu caso. Ou, pessoas que apreciam a poesia produzida durante a segunda fase do Romantismo brasileiro.
E a frase que citei de Macário é essa: 
"A MULHER - Um pé de cabra... um trilho queimado... Foi o pé do diabo! O diabo andou por aqui!"
Achei essa frase sensacional! :)


Beigos. 

Um comentário:

  1. Menina lendo até nas férias vai descansar UASHDUSAHDUAS

    estou estudando sobre o romantismo , talvez eu me interesse, mas ainda não li alguma obra do romantismo sei lá,só sei que adoro ;)
    Bjos M

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