30 de outubro de 2010

O Meme de um Mês: Dia 30 – O que você quiser


Como hoje, o tema é LIVRE! Me senti como na 5a série na aula de Artes quando podíamos fazer o que quiséssemos porque o tema era livre, e valia até desenho com lápis preto *-*
Resolvi postar trechos, quotes, de minha história: A Rua dos Garotos Perdidos, que venho escrevendo nas últimas semanas. Adoro escrever trechos soltos que parecem que não irão se encaixar na história mas que são sempre usados para a criação de novas tramas dentro da trama principal. 
São trechos sem aquele trabalhinho chamado revisão. 

Brenda e A.Filch: - Sinto-me só… Vocês não vem mais me visitar - comentou com tristeza. - Vão à praia e esquecem que eu moro lá! Na próxima vez, precisam passar em minha casa… - Ela fez beicinho, o rosto dele tornando-se meigo, olharam-se, ele falando:
- No próximo fim de semana, iremos! Se você estiver disponível vá conosco. 
- Eu estou sempre disponível - falou com segurança além do sorriso que não era de uma mulher decidida mas, sim, o de uma menina que gritava para ser fatal e ser enxergada com olhos que não aqueles que seu amigo tinha para si. 
- Nossa… - Ele fingiu estar sem ar. 
Riram e continuaram com os papos que de ora em ora possuía frases, gestos e ações que nunca deixariam de ser de um amigo garoto para sua amiga garota que, no fundo - onde a mulher fatal e decidida que existia dentro de si, enxergava-o de uma maneira bem mais ampla do que: Amigos para Sempre, bem mais ampla. 
”Se a reciprocidade existisse, ah, se ela existisse…”, ela pensava.

Liz e Forlan: Ela não era frágil, tudo menos isso. Usava seus dotes artísticos que explorara excessivamente nos primeiros anos da adolescência para mostrar a delicadeza e fragilidade que não possuía; ela era forte demais para sua pouca idade, vivera pouco mas passara por situações difíceis de serem lidadas por qualquer adolescente: a morte do pai, o suicido do irmão, o alcoolismo da mãe e a rejeição de irmãs, além de todo o sofrimento na escola, outro local onde havia sido rejeitada desde o primeiro dia. Tornara-se forte, sarcástica e frágil, delicada para apenas uma pessoa, para ele.
Seu melhor amigo e um dos poucos garotos que arriscara olhar com outros olhos.
Seu amigo. Ele tornara-se seu amigo, seu melhor, justo quando ela descobriu que além da amizade, ela sentia muito mais; sentia-se vulnerável em sua presença mas segura, sabia que estando ao seu lado nada de mal iria acontecer-lhe.
Deixava-se sorrir, deixava-se dividir os biscoitos. Deixava mesmo sua aversão por filmes de ação porque precisava aproveitar ao máximo os poucos momentos que tinham junto, eram amigos. E por isso, deixava-se abraçar mas não tanto, seu corpo denunciava-lhe, seu olhar, suas sobrancelhas, o modo como seus lábios moviam-se, o suor na testa, a tensão em seus maxilares…
Quando brincavam e ele excedia-se, apertando-a demais, seu lado delicada, diria menininha, falava muito alto e ela guinchava de dor, às vezes dor fingida para criar cena e seu aperto, o abraço dele ficar mais folgada mas amável e da sua boca as palavras, com graça, divertimento, talvez amor, serem ditas: - Oh, você é tão frágil… E quantas vezes ele disse aquilo. Algumas. E ela sentia prazer em ser frágil, em ter pulsos finos e tomar comprimidos para a anemia, sentia necessidade de mentir ser frágil, vulnerável para ter a oportunidade de ser abraçada e sonhar que aquilo um dia torne-se real, seu amor por seu melhor amigo.
Ela não era frágil, tudo menos isso, era a líder mas a única situação que não aprendera a liderar era o maldito amor que nutria por ele.''
Betina: Por que as coisas não voltavam a ser como antes? 
Por que as pessoas não voltavam ser como eram antes de tragédias coletivas? 
Por que as pessoas não continuavam a serem aquelas mesmas que dividiram barras de cereais com Betina durante as últimas férias. 
O porquê de elas não voltarem era tão óbvio, ele estava até mesmo marcado na pele da própria Betina que naquele momento afirmou em silêncio:
''Eles não voltam, pois, dessa vez ninguém voltará para Cubatão...''.
Eles poderiam retomar a viagem em direção ao... Guarujá, apenas Altino parecia animado para o retorno às rodovias. Heloísa não queria que a filha voltasse a ser loura. E Betina também não queria, mas havia feito uma escolha enquanto passeava pelos corredores da loja de conveniências. 

Betina e Brenda: – Ela é tão... – Brenda procurava um adjetivo adequado à Ananda.
– perfeita? – sugeriu Betina – Bonita? Metida?
Não?! – exclamou a menina em resposta ao primeiro adjetivo, zombou em silêncio: Ela não pode ser perfeita mesmo aparentando ser... Uma parte de si concordando em partes com ele, a outra que não concordava era a que sentia inveja – Talvez ela seja perfeita – disse com despeito.
– Talvez, não – repreendeu Betina que não notou o olhar faiscante da amiga. – Ela é! – afirmou. – Ananda é tudo o que essas garotinhas parecidas com Felipa desejam ser, só que elas fazem da maneira errada, tudo!
– Tudo o que, necessariamente? – sorriu a menina.
Betina riu alto, gostando da ideia de entrar naquele assunto. 

Carmo e Brenda: - Carmo, Carmo, Carmo - implorava a menina enquanto era arrastada porta a fora.

- Para de choramingar - pediu o garoto parando.
- Eu não vou vestida dessa maneira...
Carmo olhou Brenda de cima a baixo, o cabelo preso num coque, shorts branco, camiseta cinza e chinelos.
- Você está ótima - garantiu.
- Ótima?! - exclamou, olhando para os lados à procura de um argumento para rebater aquilo: - Homens, homens...
- Olha como eu me visto!!! - Deu três passos para trás, Brenda imitando-o, o olhou de cima a baixo.
- Você se diz Punk, não está nem aí se acabou de acordar...
- Que bom que você enxerga isso...
- A mensagem é clara... Esta camiseta... está usando há quantos dias? Uma semana? - debochou.
- Desde ontem, mesmo.
- Eu não vou para onde você quer que eu vá com essa roupa... Se você quiser mesmo que eu vá me espere trocá-la.
Carmo suspirou cansado: - Eu espero...
Voltaram para o apartamento. 

 Lari W e Brenda: Com certeza, existem tantos caras te desejando por aí...
Brenda e Lari ao mesmo tempo fizeram barulho de nojo, Brenda rindo com sua frase:
Foi de propósito, eu sei... - piscou Lari. – Eu desejo uma pessoa – disse olhando para o céu.
Posso saber quem é? – murmurou a outra.
Seu primo – Como Brenda não respondeu, Lari olhou para ela, a menina estava atônita, a boca escancaradas, os olhos arregalados. – Brenda? – hesitou.
Ele não é muito pouco para você? – perguntou com os olhos a expressão que estava assustando a modelo que pensou por poucos segundos, estendeu uma mão para a amiga e se apresentou:
Olá, meu nome é Larissa Wilmer, sou estudante, modelo e herdeira de um filho da puta e é claro, meu nome não é Betina.
Brenda não disfarçou o olhar de admiração e espanto que lançou para a amiga, sua amiga, sim:
– Sua vaca!

Resolvi escolher os melhores trechos - na minha opinião, os melhores mesmos dos personagens que mais ADORO porque se fosse postar outros das demais personagens, numa postagem não caberia - haha.

Para saber mais sobre essa história, visite o blog de A Rua dos Garotos Perdidos.
 Irei deixá-los com o trailer criado por Cristina Sisan para #ARGP. 


Para mais informações sobre O Meme de um Mês, clique aqui. E para ver os outros dias, aqui.

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